quarta-feira, 24 de setembro de 2008

otite pra mães



Bom a otite tá pegando a criançada em cheio, lá no Lv tem um porção delas com otite, ai meu lado fono juntou com o de mãe e diante de tanta confusão , duvidas e médicos de PS do tipo TIGRÂO, quem e da área sabe o que quer dizer... pouco informado pra suavzar a coisa, euzinha resolvi desenferrujar o fonoaudiologuês e escrevi pra vcs amigas umas coisinhas sobre otite , no mínimo serve pra questionar o diagnóstico e entender melhor o tratamento.

Em caso de otite de repetição recomendo sem sombra de dúvida , consulte um otorrinolaringologista , e não fique fazendo experiências com os fofinhos. Pra diagnosticar otite e tratar tem que ser bom de analise e de otoscópio, não é todo médico que consegue ver uma otite em inicio , então vamos aos fatos;

Otite- preocupação de mãe



Otite é o termo médico usado para toda infecção do ouvido, que pode ocorrer no ouvido externo ou médio e pode ser aguda ou crônica.
O ouvido, órgão com a função de audição e equilíbrio, possui três divisões.
A primeira, a orelha externa compreende o pavilhão auricular e o conduto auditivo externo, revestidos por pele, que termina na membrana chamada tímpano. Sua função é localizar a fonte sonora, amplificá-la e levá-la até o ouvido médio.
O ouvido médio é uma cavidade preenchida por ar e que se localiza dentro do osso temporal (osso que faz parte do crânio e é bem duro) e contêm três pequenos ossos, o martelo, a bigorna e o estribo, que amplificam o som que chega à membrana timpânica para a parte mais interna do ouvido, o labirinto. No ouvido médio também se localiza a tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio – nome antigo que não seu usa mais, que estabelece ligação com o nariz (fato importante na origem da otite média) e que é utilizada para igualar a pressão do ar entre o ouvido médio e o ambiente externo (por isso quando descemos a serra bocejamos ou deglutimos para "desentupir" o ouvido).
No ouvido interno encontramos O labirinto que possui uma parte destinada a percepção dos sons, chamada de cóclea, e à conversão das ondas sonoras para estímulos elétricos que serão levados até o cérebro, e outra que contribui para o equilíbrio do corpo.
A infecção da orelha externa é chamada otite externa e do ouvido médio é chamada otite média.
Existe vários tipo de otites, a mais comum a otite média aguda mais vamos a elas.

Otite externa


A otite externa é mais comumente causada por bactérias ou fungos. Na maior parte das vezes, eles penetram através de lesões na pele que recobre a orelha externa provocadas por objetos (cotonetes, grampos, por exemplo, ou mesmo por uma espinha ou cravo), por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada (mar, piscina, banhos). O contato freqüente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. Por isso, a otite externa também é conhecida como otite dos nadadores.
Ocorre uma dor intensa, é bem dolorosa porque tem pouca gordura entre as terminações nervosas e a pele e diminuição da audição. Em alguns casos, podem aparecer secreção e coceira. O diagnóstico é feito considerando os sintomas e por meio do exame otológico que permite visualizar o interior do ouvido.
O tratamento da otite externa inclui analgésicos. Antibióticos e antifúngicos são usados como medicação tópica (gotas). Calor local ajuda a aliviar a dor e, no caso de haver coceira, aspirar a secreção pode ser a conduta indicada.

Otite média – o maior drama de nós mães.


A otite média é a segunda doença mais comum da infância, após as infecções de vias aéreas superiores. Segundo um estudo epidemiológico, aos 12 meses de idade cerca de 2/3 das crianças já apresentaram pelo menos um episódio de Otite Média Aguda (OMA), e aos 3 anos cerca de 46% já tiveram 3 ou mais episódios de OMA. Além disso, o estudo mostrava haver dois picos de incidência de OMA: entre 6 e 11 meses de idade (pico mais importante) e entre 4 e 5 anos de idade. Mas pode ocorrer em pessoas de qualquer idade. Esses dados pensando na minha vida de mãe e consultando as carteirinhas da moçada bate 100%
A otite média aguda é uma infecção por bactérias ou vírus, que provoca inflamação e/ou obstruções e que se não for tratada pode levar à perda total da audição. Olha o pânico de mãe fonoaudióloga – pode mesmo. Costuma ocorrer durante ou logo após gripes, resfriados, infecções na garganta ou infecções respiratórias.
A otite media, portanto é um processo inflamatório da fenda do ouvido médio e de seus anexos, sendo estes a tuba auditiva, ossículos e células da mastóide. Geralmente é bacteriano de reação inflamatória da rinofaringe. Em lactentes, devido a características anatômicas e funcionais das trompas, esta complicação é mais freqüente. Outros fatores predisponentes de otite média nas crianças são hipertrofia do tecido linfóide - traduzindo amídalas grandes e a postura, pelo hábito de se alimentar a criança deitada.
A Otite Média Aguda, em geral, não se apresenta isoladamente, mas são precedidas de infecções das vias aéreas superiores, sendo que a contaminação pode acontecer por contigüidade, através da tuba auditiva, por vias hematogênicas e/ou linfática peritubária. Sendo assim, rinites, rinossinusites, faringites e outros “ites”, virais ou bacterianos, potencialmente desencadeiam surtos de otite média.
Os vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro do ouvido médio. A pressão exercida por esta secreção levará a dor ou não, acreditem nem sempre a molecada refere sentir dor, febre e diminuição da audição e os maiorzinhos podem contar que parece que a voz esta mais alta. Algumas vezes ela chega a ser tão intensa que leva à ruptura da membrana timpânica e saída de secreção purulenta misturada com sangue pelo conduto externo (otite média aguda supurada). E ai nós mães entramos em pânico total.
Os principais sintomas são, portanto, a dor muito forte ou não, diminuição da audição, febre, falta de apetite e secreção local se houver ruptura timpânica (perfuração do ouvido), diminuição da audição, febre, irritabilidade, desconforto, perda de apetite, vômito e diarréia
O diagnóstico se baseia no levantamento dos sintomas e no exame do ouvido com aparelhos específicos como o otoscópio. A região encontra-se avermelhada e abaulada, característica típica de uma inflamação.
O tratamento requer o uso de antibióticos e analgésicos. Em dois ou três dias, a febre desaparece, mas a audição pode leva mais tempo para voltar ao normal. Se a perda auditiva não regredir, pode ser sinal de secreção retida atrás do ouvido médio, que pode vir a ser retirada cirurgicamente através de uma pequena incisão no tímpano. O tímpano geralmente se regenera espontaneamente.


Otite média serosa. Esta é danada geralmente não dói e é de difícil diagnóstico.

A otite média serosa é caracterizada pela presença de secreção inflamatória (serosa). Em geral se manifesta por perda auditiva e otites agudas de repetição. Está relacionada à obstrução da tuba auditiva ou mau funcionamento por motivos diversos, podendo fazer parte do quadro clínico das alergias das vias aéreas superiores, aumento da adenóide e sinusites. Seu tratamento pode ser clínico, com resolução espontânea, e ocasionalmente cirúrgica, com a colocação de “tubinhos” de ventilação.

Otite média crônica - que Deus nos proteja de chegar aqui...

A otite média crônica se caracteriza por uma história mais arrastada, com duração de 3 meses ou mais. É a principal responsável pela queda da audição em crianças e, conseqüentemente, de alterações no aprendizado. Em geral apresenta uma perfuração permanente na membrana do tímpano, como seqüela de uma otite média aguda mal tratada e que esporadicamente se infecta (sobretudo quando há entrada de água pelo conduto – coisa comum na criançada por mais que se cuide) manifestando-se pela presença de secreção (pus).
As constantes reinfecções desta cavidade podem levar a seqüelas irreversíveis na audição e ainda possibilitar o crescimento de pequenas massas, os chamados colesteatomas, que passam a invadir o ouvido médio causando grandes complicações. O tratamento da otite média crônica inclui controle da infecção (em geral gotas tópicas) e proteção contra entrada de água e até mesmo o tratamento cirúrgico. A cirurgia visa evitar novas infecções e secundariamente tentar recuperar a audição que restou daquele ouvido.

Otites Virais


A duração é curta e há uma remissão da doença em 4 a 7 dias sem seqüelas. Os sintomas são: febre baixa e otalgia (dor de ouvido), membrana timpânica avermelhada. O calor local, analgésicos e descongestionantes orais pode ser bastante útil


Otites Bacterianas


São as otites mais graves e geralmente evoluem de 10 a 14 dias. Os primeiros sintomas são a otalgia e a vermelhidão da membrana timpânica. Depois, a febre torna-se alta e a dor maior, ocorrendo exsudação, abaulamento, edema e opacificação (membrana fica opaca) da membrana timpânica. Os mesmos cuidados da otite média devem ser tomados, assim como a utilização de gotas otológicas.

Recomendações e prevenções das otites


• Evite o uso de cotonetes, pois podem retirar a cera protetora do ouvido ou empurrá-la para dentro do canal auditivo ou até mesmo machucá-lo;
• Utilize protetores macios para evitar a entrada de água quando for nadar;
• Limpe, com freqüência, as secreções nasais provocadas por gripes e resfriados, para evitar que o catarro se acumule no nariz e na garganta. Essa recomendação vale especialmente para bebês e crianças pequenas um sorinho dá conta disso facilmente;
• Não introduza objetos que possam ferir a pele para limpar ou coçar o ouvido;
• Enxugue a orelha com cuidado, usando uma toalha macia enrolada na ponta do dedo;
• Cuidado com a automedicação e não siga sugestões de conhecidos para aliviar a dor de ouvido (leite de peito, ervas, azeite não devem ser colocados dentro do ouvido porque não funcionam e ainda podem causar uma inflação ou infecção agravando o quadro inicial);
• Procure atendimento médico sempre que apresentar dor de ouvido, coceira intensa ou diminuição de audição.
• Mantenha limpos os locais em que as crianças brincam e dormem.
• Não fume perto dele. Crianças expostas à fumaça de cigarro sofrem mais.
• Um gorro pode ser uma boa proteção nos dias frios, quando os pequenos estão mais sujeitos a doenças das vias aéreas superiores, fortemente associadas à ocorrência de otite.
• Na hora de amamentar, deixe o bebê mais inclinado, quase em pé. "Quando ele mama deitado, o leite pode escorrer internamente para a orelha media devido as posição das estruturas anatômicas do bebê e irritar a mucosa, provocando a secreção"
• Bebês que mamam no peito por um ano, no mínimo, têm o sistema imunológico mais forte. Assim, resistem mais a doenças e infecções e, conseqüentemente, sofrem menos com otites

  • Vacinas contra o Haemophilus influenza e o Streptococcus pneumoniae protegem as crianças de uma série de infecções menores, entre elas a otite média e a amigdalite. Especialmente a vacina contra o pneumococo, consegue reduzir a incidência de otite em 6% ou 7% da população infantil.

  • Para crianças que têm episódios freqüentes de otite média aguda (3 episódios em 6 meses ou 5 em doze meses), algumas alternativas de tratamento são: quimioterapia de amoxicilina; administração de vacina antipneumocócica polivalente em lactentes

2 comentários:

Bárbara disse...

Nada como quem entende, né????
Graças À Deus ainda não passei por isso!!!
Bjks
Melhoras pra Gi

Val disse...

A Ana Clara teve uma inflamaçãozinha no ouvido externo, mas não havia infecção ainda. Na verdade, ela só coçava. Eu costumo limpar o ouvido dela apenas com a ponta do meu dedo. Minha unha pode machucá-la? bjs